Pediam-me há dias, no âmbito de um curso de equivalência ao 12.º ano, uma definição de Globalização.
Ora, como explicar que:
- se o Chávez, em Caracas, adormeceu a ver televisão e acordou de rabo pro ar; ou
- se o Bush, em Nova Iorque, durante uma reunião com tubarões de Wall Street, não segurou os efeitos da feijoada Texana ao almoço; ou
- se o Laden, onde quer que seja, decide reconstruir prédios na rua dos chãos sem pedir licenças a câmara; ou
- se o líder dos olhos em bico, em Pequim, se chateia com um vizinho…
Então:
- passo a pagar mais 8 cêntimos por cada litro de combustível; ou- a prestação da casa aumenta cinco maços de tabaco por dia; ou
- um pão custa cinco euros; ou
- vou ter que devolver a televisão e ouvir a Antena 1…
Globalização é isto e muito mais. É provavelmente o conceito pós-moderno mais difícil de definir pelos muitos benefícios e inúmeros prejuízos com que impiedosamente nos banha…
Rural, tradicionalista, parolo e provinciano como sou, julgo que as perdas superam largamente os ganhos da globalização… ou então preciso de um Senhor às Riskas que me apresente os fabulosos proveitos da mundialização e aí… aí… bebemos mais uma cerveja!
Sem comentários:
Enviar um comentário