À hora da última água termal do dia, estou no Gerês. Um bacalhau recheado à moda da avó, um bom vinho branco, um café, um cigarro… Descanso até ao dia seguinte.
Bem cedo de manhã armo-me contra o frio, prendo a mochila às costas e parto para a Serra. O Defender leva-me até ao ponto de partida.
Com muito frio e alguma chuva começo a andar. Hoje o passeio começa em Leonte, vai à Messe, abraça o Teixeira e visita a Bela antes de descer à vila.
Pelo caminho, cumprimentam-se os Garranos e respira-se a terra. O fardo dos velhos antepassados sente-se nos pés e cara gelada. De resto, a máquina não regista aquilo que trago da Serra, o registo dos sentidos fica comigo, para mim.
Regresso ao canto da avó e depois de um banho revigorante atiro-me aos rojões e a um belo tinto. A noite acabará frente à lareira, com os amigos, a jogar às cartas e a discutir política, futebol ou coisa nenhuma.
Depois de dormir quente e confortável agarrado à minha almofada preferida, que tem um nome esquisito, acordo antes do almoço para abrir a janela e sentir a Serra a chamar…
Paulatinamente o dia começa a esconder-se atrás da Junceda e anseio pelo poder… o poder de não ter que regressar e olhar a Serra pelo retrovisor…
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