19/08/08

Gerês: A minha Paz


Louvo o Gerês… Se me saísse o prémio máximo da Santa Casa comprava todo o Parque Nacional e fechava-o… Deixava ficar quase todos os naturais e apenas entraria quem eu deixasse…
Perdoem-me o egoísmo mas há muita gente que não merece o Gerês…
Quantos compreendem a paz e o sentimento original quase pré homo sapiens de vaguear pela Serra? Para quase todos não passa de uma estupidez ou loucura andar por caminhos de cabras a caminho de nada… só que o nada é tão lindo…
Amarela, Leonte, Nevosa, Cabril, Fafião, Sabrosa, Cela, Bolideira, Albergaria… tantas outras que tenho pena de conhecer tão poucas…
Relembro uma simples viagem a solo entre Braga e as Caldas, por Covide, em tempo de chuva… Se existem orgasmos não físicos, eu tive um há bem pouco tempo….
O Gerês é onde me reencontro comigo. Aliás, é onde me reencontro com o ser que já não sou mas que costumava ser há várias dezenas, centenas de anos atrás… antes de ter consciência de mim próprio…
O Gerês é algo que não exprimo mas que sinto como algo que nunca ninguém há-de sentir por mim, o Gerês é isso e muito mais…
Buscava ainda agora mais palavras para expressar o que me atravessa a alma ao pensar no Gerês… e só me ocorre uma coisa: que pena te conhecer tão pouco! Quero adornar todas as tuas curvas como se uma amante acaricia-se… quero percorrer cada centrimetro quadrado das tuas pedras, tojo, cursos de água, fetos e prados… deixa-me viver contigo, deixa-me morrer em ti…

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